| Entendendo o Envio Global |
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Procure na Amazon.com por livros sobre a Internet, a rede de telecomunicações global que nos conecta a todos, e você encontrará mais de 23 mil títulos. Procure por livros sobre “contâiners de carga” e você encontrará menos de 200. Afinal de contas, quem quer saber sobre contâiners e as cargas que eles carregam? Ainda assim, essas enormes caixas de metal são o componente chave em uma fabulosa rede de portos e navios que permitem aos produtos fluir livremente pelo mundo. Antes do caminhoneiro Malcom McLean modificar o tanque de um navio para poder carregar trailers e caminhões em 1955, as cargas eram movidas por batalhões de trabalhadores nas docas, que carregavam caixas e materiais entre redes de carga em um modelo chamado “quebra-volumes”: a carga era enviada em grandes volumes e depois dividida em unidades menores quando chegava ao destino. Agora, 90% das viagens de carga no mundo são feitas em caixas de metal de tamanho padrão de 2,4x2,6x6,1 ou 12,2 metros. O mundo põe um montão de carga nessas caixas. De acordo com o Conselho Mundial de Entregas, o equivalente a mais de 100 milhões de contâiners se move de porto a porto a cada ano. Esses contâiners podem carregar uma quantidade grande de carga - até 24.000kg cada um - significando que os navio de carga carregam cerca de 2,4 trilhões de quilogramas em um ano. Isso é o equivalente a mover cada ser humano do planeta... seis vezes! Os vasos que fazem esta rede de envios funcionar são inacreditavelmente grandes. Novas vias são classificadas como Panamax ou pós-Panamax. Os navios das vias Panamax são tão grandes quanto o Canal do Panamá podem acomodar; os pós Panamax são maiores, geralmente com 350 metros de comprimento e 40 metros de largura. Um desses navios pode carregar até 6600 contâiners. Desenvolvedores de navios estão planejando navios até 3 vezes maiores. Navios de carga não só movem grandes cargas - também as transportam de forma barata. Mandar um contâiner através do pacífico pode custar tão pouco quanto 500 dólares - cerca de 2 centavos de dólar por quilograma. A direção na qual o container navega faz uma grande diferença; como os Estados Unidos importam largas quantidades da Ásia, e exporta primariamente papel já utilizado, metal de baixa qualidade e containers vazios, geralmente custa 3 vezes mais exportar da Ásia para os Estados Unidos do que vice-versa. Enviar coisas através do mundo pode não custar muito em questão de dinheiro, mas impõe um custo alto ao planeta. Enviar coisas pelo mundo pode, de forma significativa, aumentar sua pegada ecológica, e a indústria do envio por si só não tem sido reconhecida como uma protetora da natureza, com seus vazamentos de óleo e suas destruições tóxicas de navios (a forma com que os navios velhos são desmontados), por exemplo. Ainda, o transporte é um dos principais contribuintes para a mudança climática. Nós poderíamos tornar a indústria do envio de produtos mais limpa, entretanto. A gigantesca corporação marítica Wallenius Wilhelmsen levou adiante planos conceituais para o Orcelle - o que eles chamam de “navio verde” do futuro. O Orcelle será alimentado por uma combinação de velas, energia solar e células de combustível, usando desenhos ótimos para carregar o máximo de contâiners possíveis - usando menos químicos tóxicos e não gerando emissões danosas ao ambiente. A companhia prevê que estes navios estarão furando as ondas por volta de 2025. |

