Marcas em um Mercado com Fadiga de Escolha
    Para a indústria, fadiga de escolha parece significar problema. Depois de tudo, parece muito arriscado para uma empresa reduzir as escolhas que oferecem a seus clientes quando seus competidores estão empilhando frente a eles dúzias de itens. Muitos novos gadgets oferecem vinte funções em um simples aparelho que cabe na palma da mão, a ideia sendo que quanto mais coisas ele pode fazer, melhor (ou pelo menos mais atrativo) o produto é. Mas os consumidores começaram a pensar, "Porque eu não posso ter um telefone celular que é somente um telefone celular?"
    Então porque a indústria, a despeito destas queixas, continua desenvolvendo produtos que fazer mais e mais? Obviamente, eles não estão tomando os apelos do consumidor por simplicidade como indicação de uma preferência verdadeira. As companhias querem oferecer produtos que emergem de um território tecnológico não mapeado, assim eles cercam suas apostas e colocam no mercado produtos que eles acreditam que irão nos seduzir com novidade e capacidades abundantes. E a estratégia funciona: nós continuamos a comprar o último lançamento e avidamente esperamos pelo próximo. As empresas então vêem nossas compras como prova de que suas retorcidas análises da psicologia dos consumidores é válida.
    Nós podemos estar mandando mensagens misturadas com nossas queixas verbais e nossos hábitos de consumo, mas às vezes nossa preferência soa alta e clara. O iPod é provavelmente um exemplo de um gadget com funções extremamente limitadas e, mesmo assim, um estrondoso sucesso. O pequeno aparelho é simples, avançado, e totalmente onipresente. Ninguém quer estar sem um, e ninguém está solicitando por um iPod que também seja um caderno de notas, um telefone e um computador. Na sua primeira versão, ele fazia uma coisa, vinha em uma cor e chegou às mãos de qualquer pessoa nos Estados Unidos que podia desembolsar duzentos dólares.
 
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