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O futuro sem exploração no trabalho |
Enquanto a China compete primariamente em termos de baixo preço, outras nações estão descobrindo oportunidades econômicas ao atrelar sua marca a trabalho justo, em que não há exploração dos trabalhadores por más condições de trabalho e baixos salários. Lesoto emergiu como um dos principais fabricantes de jeans, graças aos termos favoráveis de comércio com os Estados Unidos e à colaboração com vendedores como Levi Strauss e Gap. Através de uma combinação de fiscalização das fábricas, iniciativas comunitárias e cooperação governamental, Lesotho se tornou um exemplo de produção industrial livre de exploração no trabalho. O fabrico de roupas representa 90% da economia industrial de Lesotho e 40% da economia nacional total.
Mas a explosão da indústria de roupas em Lesotho está caindo. Em primeiro de janeiro de 2005, o Acordo Multi-Fibras - um grande e complicado tratado que governa o comércio de roupas mundial - expirou. O AMF limitava a quantidade de roupas exportadas pela China criando oportunidades para nações menores e outros gigantes da indústria têxtil. Sem o AMF, a participação chinesa no mercado internacional de roupas deve expandir-se de 20% para mais de 40%. E, ao contrário do yuan chinês, a moeda de Lesotho não está amarrada ao dólar, mas ao rand da África do Sul; quando o dólar se torna fraco, as exportações de Lesotho para os Estados Unidos se tornam mais caras, enquanto as chinesas permanecem relativamente baratas. Será que a indústria têxtil de Lesotho sobreviverá? Na economia globalizada de hoje, isso depende tanto dos fabricantes chineses e dos consumidores americanos quanto do governo e dos trabalhadores do Lesotho.
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