| Questionando o Consumo |
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Vivemos em um mundo pequeno, que se torna menor a cada minuto. Se, por um lado, podemos ver aspectos positivos como a união de redes sociais, o gerenciamento de negócios e o aprendizado sobre lugares e pessoas que estão fora da nossa proximidade física, o planeta também está encolhendo por uma razão não muito auspiciosa: estamos utilizando-o de forma excessiva. A cada ano cortamos mais florestas, criamos mais gado, dirigimos distâncias maiores, produzimos mais lixo. E como já estamos utilizando mais do que o planeta consegue produzir, a cada ano a natureza tem menos a oferecer. Para piorar, parece que a espiral está acelerando, e a distância entre a sustentabilidade e a prática do dia-a-dia está se alargando. Para usar menos nosso planeta e nos tornarmos consumidores responsáveis, temos que perguntar a nós mesmos uma questão fundamental: do que realmente precisamos? A relação entre riqueza material e bem-estar parece ser proporcional: quando uma aumenta, a outra também. Entretanto, medidas de riqueza e saúde só crescem juntas até um certo ponto, e então o padrão muda. De fato, pesquisas nos mostram que, após um nível básico de conforto, a felicidade através de diversas culturas não está relacionada ao luxo material. Reduzir nossos próprios níveis de consumo nos faz poupar dinheiro e elimina atravancamentos desnecessários em nossas vidas. Em uma era de supermercados e megalojas gigantescas e de marketing viral, a maior parte de nós busca quantidade ao invés de qualidade, atraídos pela facilidade de comprar mais coisas baratas. Quando nos tornamos conscientes acerca do que compramos, terminamos possuindo mais espaço para apreciar os objetos que nos cercam, e o que possuimos atualmente acaba por nos fazer mais felizes. |

