|
-
Ecologia e Sustentabilidade
( 3 Artigos )
-
Educação
( 1 Artigo )
-
Alimentação
( 2 Artigos )
-
Inclusão Social
( 1 Artigo )
-
Comércio e Serviços
( 1 Artigo )
-
Coisas
( 16 Artigos )
-
Comunidade
( 3 Artigos )
Muitas comunidades nos dias de hoje encontram-se sob extraordinário estresse. Mesmo em comunidades afluentes, cuidar uns dos outros - educar as crianças, cuidar dos doentes, ajudar as pessoas que precisam de uma mão - é muito difícil. Em comunidades menos afluentes, o estresse da pobreza extrema, da opressão, da injustiça ambiental, dos sistemas educacionais falhos e doenças como HIV/SIDA estão tornando a vida um desafio diário.
Essas comunidades não estão tão longe umas das outras como costumamos imaginar. À medida em que o relatório “A Pobreza e o Nexo Ambiental nas Mega-Cidades”, reportado pelo Projeto Mega-Cidades nos lembra, “cada cidade de “primeiro mundo” tem em si uma cidade de “terceiro mundo” de mortalidade infantil, má nutrição, desemprego, doenças contagiosas e falta de moradia. Da mesma forma, cada cidade do “terceiro mundo” tem em si uma cidade de “primeiro mundo”, com altas finanças, moda e tecnologia.
Resolver problemas como esses demanda mais do que ações individuais - requer ação em comunidade. Comunidades de todos os tipos precisam trabalhar em conjunto, pensando sobre os problemas que as afetam de forma holística, fortalecendo o tecido que as liga.
Mas nós também precisamos de um comprometimento global para resolver os problemas enfrentados pelas comunidades em todos os lugares. Problemas como HIV/SIDA e outras doenças, pobreza extrema, analfabetismo - estes não podem ser resolvidos sem o envolvimento da comunidade, mas se beneficiariam do apoio de recursos fornecidos por governos ou redes internacionais de combate a estes problemas.
Alguns dos esforços necessários podem ser delineados pelos Objetivos do Milênio das Nações Unidas. Talvez eles sejam o que temos de mais próximo de um consenso internacional sobre como alcançar as necessidades fundamentais de cada pessoa no planeta. Eles propõe programas para acabar com a extrema pobreza; alimentar os famintos; empoderar mulheres e melhorar a saúde da mulher; combater a SIDA, malária e outras doenças epidênicas; proteger a sustentabilidade ambiental; e educar e providenciar cuidados médicos para as crianças.
Na prática, tais Objetivos do Milênio estão longe da perfeição. Críticas podem ser apontadas ao fato de que eles falam muito sobre ajudar pessoas pobres e muito pouco sobre proteger seus direitos humanos, sobre construir democracia ou corrigir injustiças básicas em nossos sistemas econômicos. Dito isso, possuir metas em relação às quais possamos medir nosso progresso para atingir as necessidades globais é um grande passo que está sendo dado.
Alguns dizes que os Objetivos são muito modestos. Outros argumentam que novas ferramentas para o desenvolvimento (que focam mais em garantir às pessoas direitos econômicos fundamentais e ajudá-las a construir suas vidas através de pequenos empréstimos para começar pequenos negócios baseados na comunidade) pode ajudar a acabar com a pobreza absoluta de uma só vez. Outros apontam para novos modelos colaborativos para a pesquisa científica (especialmente em nações como o Brasil) e cuidados na saúde pública, e antecipam o dia em que serremos aptos a não apenas cuidar melhor daqueles que estão em sofrimento como interromper novas epidemias de suas doenças.
Estas não são respostas do tipo ou isso/ou aquilo. Nós precisamos de todas elas: nós precisamos de comprometimento global para enfrentar a pobreza e a doença. Precisamos de novos modelos. Precisamos angajar as comunidades que estão a fim de experimentar. Juntos, eles compõe uma caixa de ferramentas para fazer o amanhã de nossas comunidades muito mais saudável.
|